Essa poesia foi escrita por Humberto Maturana, no momento em que seu filho estava sentindo dificuldades na escola, mas especificamente estava tendo dificuldades de relacionamento com o seu professor, então seu pai Humberto Maturana resolveu escrever esta poesia para o professor do seu filho.
Não me imponha o que você sabe; quero explorar o desconhecido, e ser a origem das minhas próprias descobertas.
Que o seu saber seja minha liberdade, não minha escravidão.
O mundo de sua verdade pode ser minha limitação; sua sabedoria, minha negação.
Não me instrua; vamos caminhar juntos.
Deixe que minha riqueza comece onde a sua termina.
Mostre-se a mim, de maneira que eu possa subir em cima dos seus ombros, e ver mais longe. Revele-se para que eu possa ser alguma coisa diferente.
Você crê que todo ser humano pode amar e criar;
Compreendo, por isso, seu medo, quando lhe peço que deixe-me viver de acordo com minha sabedoria. Você nunca saberá quem eu sou, se escutar apenas a si mesmo.
Não me instrua; deixe-me ser; seu fracasso é que eu seja idêntico a você.
(Humberto Maturana)
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